Educação

Confira a história do "pum" que garantiu uma vaga de emprego

“Digo para o meu esposo que foi o único pum que ganhei algo, o resto foi só mau cheiro mesmo”

 

Redação noVitrine/ Por Keven Lopes 


Imagem: Freepik

Em 2017, a vendedora Geslane Miranda passou por uma situação inusitada em um teste de emprego da categoria em Palmas, Tocantins. Embora a paraense, de Conceição do Araguaia, tenha obtido um resultado positivo, algo que não agiu conforme esperado marcou o episódio: a psicóloga soltou um pum durante a seleção. “Digo para o meu esposo que foi o único pum que ganhei algo, o resto foi só mau cheiro mesmo”, diz Geslane.

“Estávamos todos na sala fazendo o teste. A psicóloga, uma senhora, pediu para que, à medida que fôssemos terminando, colocássemos o teste sobre a mesa. Eu fui a última a sair, acho que ela pensou que estivesse sozinha na sala e soltou o pum”, conta.

Quatro anos mais tarde, Geslane encerrou seus serviços na companhia e, no momento, faz um teste em uma empresa de consórcio. Além de vendedora, é mãe e esposa de Domingos Sérgio, microempreendedor de calçados bordado e Vitrineira de plantão. No instagram do Vitrine, foi aberto uma caixa de perguntas e ela logo contou a história do pum.

“Depois do pum, eu me levantei e, então, ela pediu desculpas e começamos a sorrir. Eu falei para ela que era normal e que todo mundo fazia aquilo. Sorrimos devido ao constrangimento e para quebrar o gelo”, relata.

Além do episódio embaraçoso, o qual Geslane conseguiu contornar da melhor forma, sua entrada na empresa também levou em conta outros requisitos. Ela foi bem apresentável, mostrou-se segura nas palavras e obteve uma boa pontuação no teste. “O diferencial foi minha postura e o dinamismo da entrevista”, relata.

Como agir em uma entrevista de emprego?

Diferente de Geslane, há pessoas que não possuem a mesma facilidade para sair de uma situação como essa, e ainda sustentar uma postura segura. A verdade é que alguns tremem na base só de pensar em ir para a entrevista de emprego.

A Especialista em Recrutamento e Seleção Ariádene Marília diz que sintomas de ansiedade, desconforto e medo são comuns durante a seleção, mas que não são critérios para a escolha do candidato.

“Normalmente, o recrutador está ali para conhecer a pessoa. Ele quer saber quais são as competências do candidato, quem é a pessoa, o que ela produziu, quais resultados teve, quais os potenciais, o que vai agregar para a empresa. Então, estar nervoso não é eliminatório”, explica.

Em caso de desconforto, Ariádene recomenda que o entrevistado comunique ao recrutador o que está sentindo. “Se você está nervoso, diga: ‘Olha, eu estou nervoso’. Não tem problema algum, porque o papel do selecionador é te fazer ficar a vontade”.

O óbvio precisa ser dito

“Eu gosto muito da frase que diz que o óbvio precisa ser dito”, disse Ariádene. Mas será que o óbvio está sendo dito? As pessoas precisam entender o que fazer e como fazer. Às vezes, algo simples e óbvio para um pode ser um quebra-cabeça para outro. 

Por exemplo, é óbvio que a aparência pessoal precisa ser cuidada antes de uma entrevista de emprego, mas para alguns não é tão óbvio como fazer isso. “Na primeira abordagem, a pessoa tem que cuidar da sua aparência, da sua apresentação pessoal”, diz Ariádene.

“Você deve cuidar se seu cabelo está limpo e alinhado; da sua higiene corporal; se está cheiroso, mas não com perfume marcante, porque incomoda; a roupa limpa e passada, nada de decotes profundos, roupas curtas, transparentes, nada que chame muita atenção para homens e mulheres”, recomenda.

Para as pessoas que gostam de cabelos longos, e isto serve para homens, Ariádene ressalta que não há problema em manter o estilo, desde que esteja com a aparência em ordem. A questão em pauta, de se sentir bem consigo mesmo, também se encaixa no tipo de roupa que a pessoa veste. “A gente percebe quando a pessoa veste uma roupa que não é dela, ela fica incomodada. A pessoa precisa se sentir confortável”.

Seja você mesmo

Além da aparência, outro comportamento que pode influenciar na entrevista é a mentira, e isso também leva em conta o seu currículo, e a falta de autenticidade. “Não minta e seja você mesmo. Se você é uma pessoa descontraída, seja descontraída em certo limite”, aconselha Ariádene.

Além de manter a postura, o limite que Ariádene citou também vale para pessoas que não percebem que estão invadindo o espaço pessoal do outro. “Se a pessoa estiver com uma bolsa, um capacete, uma mochila, a pasta com o currículo, ela não pode chegar e colocar tudo na mesa do selecionador”.

“Tem gente que espalha todos os seus objetos sobre a mesa e ainda empurra os objetos do selecionador. É preciso tomar cuidado com os espaços de cada um, ainda mais em período de pandemia, em que cada um precisa manter um certo distanciamento e cuidados com os objetos”, ressalta.

Entrevista na pandemia

Todos sabem que a pandemia da Covid-19 mudou a maneira como as pessoas devem agir no cotidiano, e também na entrevista de emprego. As recomendações são as mesmas, mas vale ressaltar pontos importantes em caso de entrevistas presenciais:

Lave bem as mãos com água e sabão ou higienize à base de álcool; use máscaras; mantenha pelo menos 1 metro de distância do recrutador; evite tocar nos olhos, nariz e boca; se possível, fique em casa e opte pela entrevista remota; em caso de sintomas, seja claro e comunique à empresa. Cuide de você e das pessoas ao seu redor e boa sorte! 
 
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